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O PORTAL DAS NOTÍCIAS DE BARRA D'ALCÂNTARA E REGIÃO

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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Greve dos Correios atinge 20 estados e o DF, diz federação dos trabalhadores

Funcionários dos Correios em Santa Catarina aprovaram greve em assembleia na terça-feira  (Foto: Sintect-SC)A greve dos Correios começou às 22h de terça-feira (19) e atinge 20 estados e o Distrito Federal, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).
A paralisação envolve os trabalhadores dos sindicatos de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Brasília (DF), Campinas (SP), Ceará, Espírito Santo, Goiás, Juiz de Fora (MG), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Ribeirão Preto (SP), Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Maria (RS), Santos (SP), São José do Rio Preto (SP), Sergipe, Santa Catarina, Uberaba (MG) e Vale do Paraíba (SP).
Segundo a Fentect, a paralisação é parcial, com redução de funcionários nas agências.
Já os Correios informaram que a paralisação não afeta os serviços de atendimento e está concentrada na área de distribuição.
Dos 31 sindicatos ligados à Fentect, somente três ainda não realizaram assembleia: Acre, Rondônia e Roraima.
As agências franqueadas não estão participando da greve. Atualmente, são mais de 6.500 agências próprias dos Correios pelo país, além de 1 mil franqueadas.
Segundo a Fentect, foram mais de 50 dias de negociação, sem sucesso. Entre os motivos da greve estão o fechamento de agências por todo o país, pressão para adesão ao plano de demissão voluntária, ameaça de demissão motivada com alegação da crise, ameaça de privatização, corte de investimentos em todo o país, falta de concurso público, redução no número de funcionários, além de mudanças no plano de saúde e suspensão das férias para todos os trabalhadores, exceto para aqueles que já estão com férias vencidas.
Além da Fentect, outra federação representa os trabalhadores da categoria, a Federação Interestadual dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect). A entidade diz que ainda está negociando com a empresa e aguarda o fim da apresentação da proposta, marcada para esta quinta-feira (21).

Agências abertas

Os Correios informaram que a paralisação parcial não afeta os serviços de atendimento e que todas as agências, inclusive nas regiões que aderiram à greve, estão abertas e todos os serviços estão disponíveis.
Segundo a estatal, a paralisação está concentrada na área de distribuição — levantamento parcial realizado na manhã desta quarta mostra que 93,17% do efetivo total está trabalhando, o que corresponde a 101.161 empregados, número apurado por meio de sistema eletrônico de presença.
Ainda de acordo com os Correios, as negociações com os sindicatos que não aderiram à paralisação ainda estão sendo realizadas esta semana.
“Os Correios continuam dispostos a negociar e dialogar com as representações dos trabalhadores na busca de soluções que o momento exige e considera a greve um ato precipitado que desqualifica o processo de negociação e prejudica todo o esforço realizado durante este ano para retomar a qualidade e os resultados financeiros da empresa”, informou em nota.

Veja a paralisação por regiões:

Alagoas
Em Alagoas, o sindicato avalia que os serviços de entrega vão ficar comprometidos. A greve, deflagrada por tempo indeterminado, é por aumento salarial e pagamento de data-base.

Amadorismo de quadrilha de explosões a bancos matou morador de rua', diz secretário de segurança

Explosão da agência da Caixa da Barão de Gurgueia, em Teresina (Foto: Catarina Costa/ G1)ara o secretário de segurança Fábio Abreu, a quadrilha presa nesta quarta-feira (20) por ataques a agências bancárias agia de forma amadora e aleatória. Um dos resultados dessas ações foi a morte de um morador de rua, durante a explosão da Caixa Econômica Federal em Timon, no Maranhão.
"O grupo não fazia levantamento dos alvos, agia de forma simples e estourava as agências aleatoriamente. Os suspeitos usavam vários explosivos potentes e corriam risco ao instalar o detonador nos caixas eletrônicos, porque não sabiam o tempo certo da explosão. Um morador de rua morreu em decorrência da ação dos bandidos na cidade de Timone eles vão responder também pelo homicídio", declarou o secretário.
Outra confirmação do amadorismo da quadrilha, segundo Fábio Abreu, era que algumas ações não rendiam lucro. O exemplo disso foi a explosão à agência da Caixa da avenida Barão de Gurgueia, em Teresina, em que as notas foram soterradas pela estrutura ou ficaram danificadas. Nas agências do Bradesco de Jerumenha e Marcos Parentes, os caixas eletrônicos estavam sem dinheiro.Ainda conforme o secretário, os bandidos ostentavam uma vida de luxo em restaurantes caros e comprando carros de alto valor. Três veículos foram apreendidos com os suspeitos, sendo uma van seminova utilizada para fugir com mais facilidade dos locais. A Polícia Civil solicitou bloqueio dos bens à Justiça.
"Esse grupo foi pioneiro a trazer este tipo de explosivo ao Piauí e ganhou ramificações, tanto que não descartamos novas prisões e a investigação continua. Outro problema é que os líderes do bando são reincidentes, passam pouco tempo presos e voltam a agir de novo", destacou Fábio Abreu.

Família é feita refém durante roubo a residência na Zona Norte de Teresina

Foto: (Reprodução)Uma família foi feita refém por criminosos que realizaram um arrastão na residência das vítimas. De acordo com o Batalhão das Rondas Ostensivas de Naturezas Especiais (Rone), o crime aconteceu às 13h10 na Rua Ceará, Bairro Vila Operária, Zona Norte de Teresina. Pelo menos quatro bandidos teriam participado da ação.
Nas imagens é possível observar que uma mulher e duas crianças chegando em casa de carro quando o veículo com os bandidos passou. Em seguida três criminosos desceram, foram até a residência e abordaram as vítimas. Todos foram obrigados a entrar e colocados em um cômodo.
Policiais da Rone informaram que os criminosos pegaram vários objetos, colocaram no carro da vítima e fugiram. Pouco mais de duas horas depois do roubo o veículo da vítima foi encontrado. Ninguém ficou ferido.
A polícia segue investigando para que os criminosos sejam identificados e presos. O caso foi registrado na Polinter, que ficará responsável pelo caso.

Criança Feliz deve levar mais de 60 mil ao Parque da Cidadania em sua 21ª edição

Em sua 21ª edição, o Criança Feliz, evento realizado pela TV Clube, deve levar mais de 60 mil pessoas ao Parque da Cidadania, no Centro de Teresina. Este que é um dos maiores eventos de solidariedade e cidadania do Piauí vai acontecer no dia 14 de outubro deste ano, das 17h às 21h30. Em 2016, o Criança Feliz fez mais de 30 mil atendimentos no Parque Potycabana.
Criança Feliz está em sua 21ª edição (Foto: Reprodução/TV Clube)Serão pelo menos 100 parceiros, que estarão oferecendo serviços gratuitos de cidadania, educação, beleza, saúde, esporte e alimentação. O evento é um projeto social promovido pela TV Clube em parceria com instituições públicas e privadas.Dentre os parceiros estão as secretarias de educação e saúde do estado, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Sesi, Sesc, Senac, Sebrae, OAB, Conselho Tutelar, Detran, Ibama, secretaria municipal de esporte e lazer de Teresina, além de diversas empresas e atrações que animarão o público e levarão diversão às crianças.
A alegria é garantida, mas há também diversos serviços importantes como emissão de documentos, orientação jurídica, serviços de saúde, corte de cabelo. E o mais importante: todos os serviços são gratuitos e qualquer pessoa pode participar.

Detran não tem prazo estabelecido para emissão da CNH digital no Piauí

Imagens do aplicativo da CNH-e (Foto: Reprodução)Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran- PI) ainda não estabeleceu uma data certa para iniciar a emissão da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e). No entanto, o órgão tem até o dia 1º de fevereiro de 2018 para disponibilizar a carteira virtual para quem tiver interesse.
Segundo o diretor geral do Detran- PI, Arão Lobão, além de não ter uma data definida para início do serviço, o Estado ainda não decidiu qual valor será cobrado pelo documento.
"O valor será fixado por lei, votado na Assembleia Legislativa, e deverá ser menor em razão do custo, uma vez que será mais econômico. O que está regulamentado é que a CNH digital será uma opção para quem tiver interesse em ter o documento no celular. O documento impresso continuará a ser emitido normalmente, todavia no atual momento tecnológico do país, o cidadão ainda terá que portar a CNH impressa por conta de localidades que não possuem sinal ou acesso a internet", disse Arão Lobão.
Em agosto, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou uma resolução que muda o cronograma da Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e), documento que será emitido por meio de aplicativo no celular com o mesmo valor jurídico da carteira impressa.
O texto inicial da medida, de 25 de julho, afirmava que o documento digital seria implantado pelos Detrans "a partir" de 1º de fevereiro de 2018. A nova publicação exige a implantação "até" essa data.

Cobradores são obrigados a pagar dinheiro roubado de ônibus e farão protestos em Teresina

Assaltos têm sido constantes nos coletivos da capital (Foto: Gustavo Almeida/G1)Os trabalhadores do setor rodoviário de Teresina farão um mês de protestos, que será chamado ‘Outubro de Luta’, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário (Sintetro), Fernando Feijão. De acordo com ele, os cobradores de ônibus de Teresina estão sendo obrigados a pagar os prejuízos dos assaltos.
Fernando diz que o sindicato deu início a um levantamento para contabilizar a quantidade de assaltos ao transporte coletivo da capital. Somente em três empresas, de janeiro a 20 de setembro deste ano, foram registrados 55 casos, sendo 32 na Zona Sul, cinco na Zona Leste e 18 na Zona Norte.
“É um absurdo que os trabalhadores tenham que arcar com isso, agora mesmo tem um trabalhador de uma empresa que está cumprindo aviso prévio porque se recusou a pagar R$ 50 de um assalto. Vamos fazer esse mês de luta contra a violência no transporte e contra essa injustiça”, declarou Fernando.
Segundo ele, às vezes o prejuízo chega a R$ 400 nas ações criminosas e os trabalhadores são obrigados a cobrir a perda. O Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos (Setut) foi procurado, mas ninguém foi localizado para comentar o caso.
Os protestos devem ter paralisações de 24 horas e manifestações. Os trabalhadores informaram que pretendem pedir ainda uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina.

Menino de 4 anos é agredido com golpes na cabeça e fica em estado grave em Teresina

Criança foi internada em estado grave no Hospital de Urgência de Teresina (Foto: Gilcilene Araújo/G1)Uma criança de apenas 4 anos deu entrada nesta quinta-feira (21) em estado gravíssimo no Hospital de Urgência de Teresina (HUT), depois de sofrer várias pancadas na cabeça. Segundo a mãe contou à equipe médica, um vizinho com deficiência mental teria agredido o menino com uma barra de ferro.
O relato da mãe aos médicos é de que ele brincava com outras crianças na rua de casa quando o vizinho correu em direção às crianças. Uma vizinha chegou a alertá-la de que o homem estava com uma barra de ferro nas mãos, mas não teria dado tempo intervir. Ele teria então desferido diversos golpes na cabeça do menino.
Segundo o diretor do HUT, Gilberto Albuquerque, o menino está em estado gravíssimo e passa por cirurgia para tentar conter o sangramento. “Ele é uma criança politraumatizada e nosso trabalho foi cuidar principalmente do trauma craniano. Há escoriações pelo corpo, mas não tão significativas. Isso foi muito forte, houve rompimento do cérebro em várias partes, perda de massa encefálica, o estado é gravíssimo, muito grave mesmo”, disse.
Ele falou ainda sobre a possibilidade de sequelas neurológicas. “Havendo sucesso na tentativa de conter a lesão, existe a possibilidade de o menino sair com vida, mas com muitas sequelas, que ainda não podemos prever quais”, disse.
A Polícia Militar, pela Companhia de Policiamento do Promorar, ainda busca informações detalhadas sobre o que aconteceu. O caso aconteceu no conjunto Torquato Neto, zona Sul de Teresina.

Detentos fazem rebelião e destroem celas e grades na penitenciária de Floriano

Presos fazem quebra-quebra em pavilhões (Foto: Divulgação/Sinpoljuspi)Detentos da penitenciária Gonçalo de Castro Lima, em Vereda Grande, cidade de Floriano, inciaram uma rebelião por volta das 10h desta quinta-feira (21). Segundo o coronel Rubens Lopes, comandante de policiamento da cidade, os presos estão quebrando as celas e há reforços policiais de cidade do entorno se deslocando para o presídio.
A rebelião teria iniciado durante o banho de sol dos detentos. Eles iniciaram então um “quebra-quebra” nas celas, arrancando barras de ferros das paredes. Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí (Sinpoljuspi), os presos atiraram pedras e barras de ferro contra os agentes.
“Ainda não sabemos a motivação, estamos buscando conter os ânimos e evitar que a situação se agrave. Enviamos reforços da Polícia Militar de Floriano, Água Branca, Oeiras, Canto do Buriti e homens do Bope de Teresina. Havia 52 homens em sala de aula, do curso de formação de sargentos, que já foram para a penitenciária para ajudar”, disse.
Por enquanto, não há registro de presos nem trabalhadores feridos. Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local. “Eles não tocaram fogo em colchões, mas há essa possibilidade e já há homens lá”, disse o coronel.
Uma das suspeitas para a rebelião é de que os presos tenham se revoltado devido à suspensão das visitas, por conta da greve dos agentes penitenciários. Uma ordem judicial determinou cumprimento de 60% dos serviços, mas alguns ainda estão suspensos.

Fruticultura tem valor de produção recorde em 2016, com R$ 33,3 bilhões

A fruticultura nacional registrou no ano passado recorde no valor de produção, com total de R$ 33,3 bilhões, de acordo com a pesquisa Produção Agrícola Municipal (PAM 2016), divulgada hoje (21/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Foi o maior valor de produção da série histórica iniciada em 1974”, destacou a engenheira agrônoma Larissa Leone Isaac Souza, supervisora da pesquisa. Em relação a 2015, o valor da produção do setor aumentou 26%.
As frutíferas são compostas por 22 produtos, incluindo lavouras temporárias (abacaxi, melancia e melão) e permanentes (abacate, banana, caqui, castanha de caju, coco-da-baía, figo, goiaba, laranja, limão, maçã, mamão, manga, maracujá, marmelo, noz, pera, pêssego, tangerina e uva).
As maiores altas do valor na produção em 2016 foram registradas nas culturas de limão (52%), laranja (47,2%), banana (43,4%) e maçã (25,8%). Em valores absolutos, a liderança é da laranja, que concentra 25,1% do valor de produção, com R$ 8,4 bilhões; e da banana (25%), com valor de produção de R$ 8,3 bilhões.
O estado de São Paulo respondeu por 30,9% do valor de produção nacional da fruticultura, o que significou R$ 10,3 bilhões, com destaque para a cultura da laranja (59,2%). Por municípios, a liderança ficou com Petrolina (PE).
Algodão
O levantamento do IBGE mostra que o algodão em caroço apresentou, em 2016, queda na produção pelo segundo ano consecutivo. A produção totalizou 3,5 milhões de toneladas, 13,6% abaixo de 2015, com área colhida de 996,2 mil hectares. “Os dois maiores produtores de algodão em caroço, que são Mato Grosso e Bahia, foram atingidos pelo (fenômeno climático) El Niño”, disse Larissa Souza.
O primeiro município produtor de algodão no país é Sapezal (MT). Segundo a pesquisadora, apesar de estar em Mato Grosso, a área “escapou das adversidades climáticas e teve até um acréscimo de produção de 18,1%”. O segundo colocado, São Desidério (BA), foi fortemente prejudicado pelas intempéries e teve queda de 27,3% na produção.
Arroz
A produção de arroz em casca no ano passado somou 10,6 milhões de toneladas, queda de 13,7% em relação a 2015. A área plantada (2 milhões de hectares) e a área colhida (1,9 milhão de hectares) caíram 7,3% e 9,1%, respectivamente.
A produção do grão está concentrada na Região Sul do Brasil, que responde por 80,4% do total nacional. O Rio Grande do Sul concentra, sozinho, 70,5% de todo o arroz em casca produzido no país, com 7,5 milhões de toneladas.
O valor de produção dessa cultura em 2016 chegou a R$ 8,7 bilhões, aumento de 1% sobre o ano anterior. O município gaúcho de Uruguaiana liderou o ranking de produtores nacionais, com 678,3 mil toneladas, 9,8% inferior à do ano anterior.
Café
Após três quedas consecutivas na produção, o cultivo do café em grão teve alta, com retorno da chamada bienalidade positiva, que havia sido perdida em 2014. Em 2016, segundo o IBGE, a produção subiu 14% em relação a 2015, somando 3 milhões de toneladas, incluindo cafés do tipo arábica (2,5 milhões de toneladas), que representa 84,4% da produção nacional; e canephora (470,7 mil toneladas), que respondeu por 15,6% da produção brasileira. Segundo Larissa Souza, essa foi a segunda maior produção registrada na série histórica, atrás apenas de 2012, quando atingiu 3,3 milhões de toneladas.
O valor de produção do café em 2016 foi de R$ 21,4 bilhões, aumento de 34,6% em comparação ao ano anterior. O maior produtor, por estados, foi Minas Gerais, com regiões altas e frias, principalmente na parte sudoeste, favoráveis ao cultivo de café arábica. O segundo posto ficou com o Espírito Santo, com áreas baixas e quentes, que favorecem a produção do café canephora.
Larissa Souza esclareceu que a bienalidade alterna um ano de alta e outro de baixa. Devido à forte seca registrada em Minas Gerais e no Espírito Santo em 2014, a alta esperada naquele ano não se concretizou. “Quebrou a bienalidade positiva. Ficamos 2013 com baixa produção, que já era esperada; 2014, que era para ser alta, foi baixa; e 2015, que era baixa esperada. Somente em 2016 que voltou”. As chuvas regulares voltaram a ocorrer no ano passado na época de floração e isso normalizou a bienalidade, segundo a engenheira agrônoma.
O Brasil é o maior produtor mundial de café, de acordo com a Organização Internacional do Café (ICO, do nome em inglês). Em Minas Gerais, a produção totalizou 1,8 milhão de toneladas, 36,3% a mais que no ano anterior. Segundo a pesquisadora do IBGE, dos 20 maiores produtores nacionais de café em grão, 13 são mineiros, sendo que o principal é Patrocínio, com 91,7 mil toneladas e valor de produção de R$ 687,5 milhões.
O segundo produtor nacional de café foi o Espírito Santo, com 515,4 mil toneladas e valor de R$ 3,3 bilhões, apesar da queda de 16,6% na produção em relação a 2015 evido à falta de água no período da floração para irrigação.
Cana-de-açúcar
Em 2016, segundo o IBGE, a produção nacional de cana-de-açúcar atingiu 768,7 milhões de toneladas, com crescimento de 2,5%. A área colhida (10,2 milhões de hectares) aumentou 1,1%, e o valor de produção subiu 18,3%, para R$ 51,6 bilhões.
A Região Sudeste concentrou 67,3% do total produzido no país, com 517,6 milhões de toneladas. São Paulo continua sendo o maior produtor nacional de cana, com 57,5% da produção. Foram produzidas no estado, no ano passado, 442,3 milhões de toneladas, com valor de produção de R$ 27,6 bilhões. O acréscimo na produção no estado foi de 4,5%. Goiás ocupou a segunda colocação, com 71,1 milhões de toneladas (queda de 1,4%) e valor de produção de R$ 5,9 bilhões. Goiás produz 9,2% do total brasileiro.
Por município, o maior produtor de cana do país é Rio Brilhante (MS), com 8,5 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 629,2 milhões. Em seguida, aparece Morro Agudo (SP), com 7,9 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 501,2 milhões.
Feijão
Somando as três safras do ano de feijão em grão, foram produzidos no Brasil, em 2016, 2,61 milhões de toneladas, queda de 15,4% em relação a 2015 por causa da influência do fenômeno El Niño. Já o valor de produção subiu 61,5%, totalizando R$ 9,7 bilhões. Durante o ano passado, segundo Larissa Souza, o preço da saca de 60 quilos de feijão ultrapassou R$ 550.
Embora a produção de feijão seja bem distribuída no país, a predominância é do Paraná, que concentrou 22,6% do total nacional em 2016, com 590,3 mil toneladas e valor de produção de R$ 1,8 bilhão. O estado do Sul é seguido por Minas Gerais (20%) e Goiás (12,6%). Por municípios, Itapeva (SP) aparece na primeira colocação entre os produtores de feijão, com 86 mil toneladas e valor de produção de R$ 290,5 milhões.
Laranja
Principal produtor e exportador de laranja do mundo, em 2016, o Brasil produziu 17,2 milhões de toneladas da fruta, 1,8% a mais que no ano anterior. A área colhida foi de 659 mil hectares e o valor de produção teve expansão de 47,2%, alcançando R$ 8,4 bilhões.
Segundo o IBGE, houve redução na área dedicada à laranja na última década, devido ao avanço da cana-de-açúcar em São Paulo. “Vai tirando as lavouras velhas de laranja do campo e ocupando com cana, além de fatores como doenças e elevado custo da produção”, explicou a supervisora da pesquisa.
São Paulo continua sendo o maior produtor nacional de laranja, 74,5% do total em 2016, com 13 milhões de toneladas e valor de produção de R$ 6,1 bilhões. Por municípios, a maior produção foi registrada em Casa Branca (SP), com 694 mil toneladas.
Milho
O milho foi fortemente afetado pela seca provocada pelo El Niño, segundo o IBGE. A produção do milho em grão somou 64,1 milhões de toneladas, com queda de 24,8% na comparação com o ano anterior. A lavoura é dividida em duas safras, sendo que a segunda concentrou 61,9% da produção total. “Nessa safra, a quebra foi de 29,5%, a menos produzida”, ressaltou a pesquisadora.
O valor de produção nacional somou R$ 37,7 bilhões, elevação de 26,5%. A saca do milho chegou a ser comercializada por R$ 53,91, em média. “É bem expressivo porque, geralmente, fica na casa dos R$ 10 a R$ 20”, comparou Larissa Souza.
O cultivo do milho no país é concentrado na Região Centro-Oeste. Mato Grosso continuou como maior produtor, com 15,3 milhões de toneladas (apesar da queda de 28,2%) e valor de produção de R$ 7,7 bilhões. A maior produção foi registrada em Sorriso (MT), com 1,83 milhão de toneladas (menos 30% que em 2015) e valor de R$ 891,4 milhões.
Soja
A produção nacional de soja em grão, em 2016, foi de 96,3 milhões de toneladas, redução de 1,2%, também influenciada pelo El Niño. O valor de produção alcançou R$ 104,9 bilhões, 3% maior que o registrado em 2015. Os maiores produtores foram Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul, que concentraram 61,8% do total produzido nacionalmente no ano passado.
Em Mato Grosso, líder no cultivo do grão, a produção totalizou 26,3 milhões de toneladas, com valor de produção de R$ 27,5 bilhões. Sorriso (MT) foi o principal produtor entre os municípios, com 1,7 milhão de toneladas e valor de produção de R$ 1,9 bilhão.
Fonte: Com informações da Agência Brasil

Piauí reduz 8,6% dos casos de dengue em relação a 2016

O Piauí notificou, de 01 de janeiro a 20 de setembro deste ano, 4.579 casos de dengue, o que representa uma redução de 8,6%, em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram notificados 4.975 casos. Os dados foram apresentados pela Coordenação de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi).
Apesar da redução dos casos de dengue, as notificações de febre chikungunya continuam aumentando, tendo sido registrado 5.364 casos em 2017, representando um crescimento de 154% em relação ao mesmo período de 2016.
Os casos de 2017 foram notificados em 95 municípios, sendo que Teresina, São Raimundo Nonato, Parnaíba, Luís Correia e Floriano notificaram mais casos prováveis.
Os casos de zika registraram diminuição, quando comparados aos dos anos de 2016 e 2017, com 215 e 165, respectivamente. 
A Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância de evitar a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Para isso, recomenda medidas simples para manter os ambientes limpos, como acúmulo de água em pneus, garrafas, latas, caixas d’água descobertas, além de pratos sob vasos de plantas.